Comércio deve contratar mais de 73 mil temporários

Nesta época, entre os meses de outubro e dezembro, o comércio varejista se prepara para a contratação de trabalhadores temporários. E para quem busca uma oportunidade neste final de ano, os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) são otimistas, tanto nas vendas quanto na abertura de vagas temporárias após 2 anos consecutivos de queda. A expectativa é de contratação de 73,1 mil temporários, o que representa uma alta de 10% em relação ao ano passado. O volume de vendas deve aumentar 4,3% e movimentar R$ 34,3 bilhões no varejo até dezembro.

Um dado importante é que a taxa de desemprego no Brasil também vem diminuindo. Ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio e em 12,6% no trimestre encerrado em agosto, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, essa previsão se baseia no histórico anual, no qual todas as datas comemorativas registraram alta. O segmento de vestuário é o que concentra a maior parte das contratações, atingindo quase 50 mil vagas, seguido de hiper e supermercados, com 10,4 mil vagas.

Ainda de acordo com Bentes, a projeção da CNC para o aumento nas vendas de final de ano se deve a retomada gradual do emprego, inflação baixa, juros em queda e a confiança das famílias. “As vendas não foram boas no início deste ano e houve queda no primeiro trimestre. As vendas no varejo aumentaram nos últimos 5 meses, quando comparadas com o mesmo período de 2016”.

A expectativa de contratação dos temporários também é positiva. A CNC espera taxa de 27% das mais de 73 mil vagas criadas. A média dos 2 últimos anos ficou em 15% dos trabalhadores efetivados após o fim do ano. No que diz respeito ao salário de admissão, a estimativa de maior remuneração deve ocorrer no ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos, podendo chegar a R$ 1.446, seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação, com salário de R$ 1.391. No entanto, esses segmentos deverão ofertar pouco mais de 2% das vagas totais.

A vendedora Jaqueline Ferreira afirma que conseguiu um emprego temporário em uma loja de brinquedos. “Eu já estava desempregada há mais ou menos 3 meses. Uma amiga já trabalhava na loja e me avisou sobre a contratação temporária para o período do Dia das Crianças, onde normalmente a procura e as vendas desses produtos aumentam bastante. Comecei a trabalhar tem duas semanas”. Com a proximidade do Natal, Jaqueline diz que espera se manter no emprego até a data. “Fui contratada só para o Dia das Crianças, mas tenho feito o meu melhor e espero ficar pelo menos até o final do ano e quem sabe ser efetivada”, comenta.

Direitos do trabalhador temporário
De acordo com a legislação trabalhista, o temporário tem direito aos mesmos benefícios dos profissionais com carteira assinada, como o pagamento de horas extras, adicional noturno, descanso semanal remunerado, vale transporte e 13º salário, proporcionais ao período trabalhado. É importante lembrar que o temporário não goza de férias, uma vez que não chega a atingir um ano de trabalho.

O trabalhador terá registro na carteira de trabalho, na condição de temporário e recolherá Imposto de Renda e INSS. O empregado também tem direito a receber FGTS. As empresas podem contratar trabalhadores temporários por um período de 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 3 meses. Depois desse prazo, o trabalhador só poderá ser contratado novamente como temporário 90 dias após o término do contrato.

Reprodução autorizada pelo Jornal Edição do Brasil.

Editor responsável Eujácio Antônio da Silva

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