Emoção dos Missionários em Visitas às ruínas da Catedral de Porto Príncipe

Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora, Dom José Eudes Campos do Nascimento, bispo de Leopoldina, e cinco integrantes da Comunidade Jovens Missionários Continentais – JMC estão no Haiti com objetivo de estudar as condições do país mais pobre das três Américas, para ajudar em suas necessidades e cuidar de uma futura base missionária no local.

“Estamos muito felizes de realizar mais esta missão, tentando por em prática o que nosso Sínodo propôs: Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em Missão. Estamos felizes por realizar o que Deus nos indica atualmente pela voz de nosso querido Papa Francisco: uma Igreja em saída, com olhos para as periferias”. Disse Dom Gil à Rádio Cultura.

No Haiti Dom Gil já celebrou Missas, sempre acompanhado dos freis Gabriel, Afonso e Luiz. Jovens frades Franciscanos de Deus. Foram juntos visitar as ruínas do que restou da belíssima Catedral de Porto Príncipe e da Igreja do Sacre Coeuer – Sagrado Coração.

Dom Gil fala da emoção que sentiu ao entrar no lugar.

A Missionária brasileira Zilda Arns fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morreu durante o terremoto que devastou o país em 2010. O prédio onde ela estava ficava localizado na região de Turgeau, perto do centro da capital Porto Príncipe.

Entre os rastros de ruínas deixados pelo terremoto de 2010, Dom Gil Antonio Moreira disse ter ficado impressionado com a preservação da gruta de Nossa Senhora de Lourdes.
“Sua disposição e coragem é digna de referência para todos nós, brasileiros. Caso tenha alguma necessidade, temos o Batalhão de Força de Paz aí. O Haiti ainda é um país muito carente de saneamento e das condições mínimas de sobrevivência da população. Trata-se de uma área bastante insalubre e, portanto, deve-se ter bastante cuidado com a saúde. Desejo uma abençoada missão.” Disse em mensagem enviada a Dom Gil Antônio Moreira o General Leite, o comandante da Quarta Brigada de Infantaria Leve de Montanha, em nome do Exército Brasileiro.

A missão da Arquidiocese de Juiz de Fora no Haiti começou no domingo (16) com a Missa do Envio na Igreja de Fátima do Bairro Benfica. Passando pelo Panamá, na espera pelo prosseguimento da viagem, Dom Gil celebrou a Eucaristia no aeroporto: “Oxalá houvesse esse tipo de serviço religioso nos aeroportos do Brasil!” disse o Arcebispo. “Magnífica experiência”, completou.

No Haiti a missão foi recebida pelos Frades Franciscanos da Providência de Deus. No caminho do Aeroporto até a casa dos Frades a pobreza do país centro americano impressionou. Porto Príncipe não tem água encanada nas casas, nem coleta de lixo e nem rede de esgoto que corre a céu aberto.

Ruas muito mal pavimentadas, com buracos, lama, pedras soltas, muita sujeira pelas calçadas, multidão de pessoas circulando entre centenas de camelôs que vendem de tudo e prestam serviços de toda ordem, desde alfaiataria, sapataria, borracharia, comércio de gêneros, verduras, frutas, utensílios e tudo mais que se possa imaginar, sem nenhuma formalidade. Uma pequena parte da população reside na região das encostas das montanhas, onde vivem com melhores condições.