Supérfluos inflam custo de vida
Publicado por Alessandra Batista e arquivado em Jornal da Cultura
Manter o padrão de vida se tornou uma tarefa mais custosa para a classe média neste início de ano. A alta no Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), em janeiro, foi de 1,15%. No acumulado dos últimos 12 meses, já chega a 4,63%. De olho nesta realidade, especialistas em economia afirmam que, se estas famílias não considerassem essenciais bens e serviços que são supérfluos para os demais consumidores, como celulares, banda larga e TV por assinatura, o aperto no orçamento doméstico poderia ser bem menor.
“O consumismo gera uma satisfação temporária e, nem sempre, confortável.” Após a euforia da compra, não raro, o consumidor sente-se frustrado, arrependido ou preocupado com os gastos além da conta”. “Entre os maiores males da atualidade estão gastar mais do que se precisa e a mania de ter”, considera Geraldo Cifani, pároco da Igreja São Sebastião. Segundo ele, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, ao levantar a discussão sobre economia e vida, não condena o ganho, mas o comportamento sobre ele. “O importante é ser e não ter”, salienta.
Algumas dicas são importantes você seguir antes de abrir a carteira: não andar com cartões de crédito na bolsa, nunca comprar no mesmo dia em que olhou a mercadoria e comparar os preços em, pelo menos, três estabelecimentos antes de efetuar a compra. Outras recomendações são estimar quantas horas de trabalho são necessárias para pagar pelo item e buscar ajuda profissional se existir caso de compulsão por compras na família.

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