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Santos Dumont está situada em Minas Gerais na Zona da Mata Mineira a uma distância de 207 km de Belo Horizonte e 235 km do Rio de Janeiro. Possui o clima tropical de altitude que colabora para uma ótima qualidade de vida. Fazem parte de seu roteiro turístico o Museu de Cabangu – Casa Natal de Alberto Santos Dumont-, o Caminho Novo, que se inclui no Circuito Estrada Real e a beleza natural da represa Ponte Preta onde se realiza turismo rural e de aventura, com campeonatos de carro em épocas de seca e de jetski com a represa está cheia. Na culinária o destaque maior é o queijo reino com doce de leite e os biscoitos finos. O artesanato produzido é rico e diverso.

Museu de Cabangu – casa Natal de Alberto Santos Dumont
Localizada no alto da Serra da Mantiqueira em Minas Gerais, “Fazenda de Cabangu”, local onde nasceu Alberto Santos Dumont, hoje conservado como museu, guarda a historia do Pai da Aviação.
Dr. Henrique Dumont, filho de franceses, casou-se com Francisca, uma portuguesa que morava em Minas Gerais. Tiveram oito filhos: Henrique, Maria, Rosalina, Virgínia, Luiz, Gabriela, Alberto, Sofia e Francisca.
O nascimento de Alberto Santos Dumont foi marcado pelo espírito de aventura, que caracterizou toda sua vida. Seu pai, corajoso engenheiro, empreitou em 1872 a construção do trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II entre as localidades de João Gomes (posteriormente Palmyra e hoje Santos Dumont) e João Aires. Foi para melhor realizar seu trabalho que levou a família para uma casa no canteiro de obras, local de nome “Cabangu” onde nasceu o sexto filho que se chamou Alberto (em 1873).
A permanência da família no Cabangu foi relativamente curta; em 1875, terminado o contrato de Dr. Henrique com a ferrovia, a residência foi transferida para Valença – RJ e posteriormente para a fazenda Arindeúva em Ribeirão Preto – SP – onde se dedicou à plantação de café.
Alberto Santos Dumont mostrou-se desde cedo herdeiro do senso prático e da inteligência brilhante de seu pai. O museu fica na Rodovia BR 499 a 16km do centro da cidade.

Represa da Ponte Preta
A represa Ponte Preta é o atrativo turístico de Santos Dumont que mais recebe visitantes, sobretudo nos dias quentes de verão, aonde as pessoas vão para nadar, andar de barco, pescar, acampar, e passar o dia livre para lazer.
A represa tem 18 Km de extensão e chega até 20m de profundidade, e em alguns trechos chega até 300m de largura. É formada pelas águas do Rio Pinho. Dos dois lados há estradas de chão que leva à outros distritos, como Formoso, São João da Serra e até mesmo a outro município, como Aracitaba. A vegetação circundante é formada por mata ciliar nativa e encontram-se vestígios da mata Atlântica até a barragem. Segundo alguns moradores locais, a fauna é caracterizada por variadas espécies, como: paca, marreco, pato, preguiça, garça, entre outras.
De setembro à janeiro, a represa se encontra vazia,  porém ainda é possível atividades de lazer no local, como campings, eventos como “Off Road”, etc. A represa fica no bairro  Ponte Preta.
 
Caminho Novo – Estrada Real
São 10Km de estrada até a divisa com o Município de Antônio Carlos/MG (onde continua outro trecho da estrada, também calçado), a divisa é na altura da Fazenda da Serra, antiga fazenda de escravos. Localiza-se na subida da Serra da Mantiqueira, conhecida na região também como “Serra do Navio”, calçado por paralelepípedos e calçamento originais de sua construção.
Durante o percurso pode-se observar bela paisagem natural, antigas fazendas e dois chafarizes da época de sua construção, além de algumas inscrições em pedras, tal como uma homenagem posterior a sua criação a Mariano Procópio datada de 1928. Estes chafarizes serviam para a parada de tropeiros que vinham do interior de Minas Gerais levando ouro para o Rio de Janeiro na época do Brasil Colônia.
Histórias regionais contam que ladrões escondiam-se nas matas da beira da estrada esperando os tropeiros para saqueá-los, neste período houveram diversas mortes e inclusive lendas de matadores locais que ajudaram Tiradentes em fuga no período da Inconfidência. A estrada é de grande beleza e variedade de espécies de fauna e flora. O calçamento encontra-se em bom estado de conservação. 
Apesar de ser um dos trechos mais conservados do “Caminho Novo” detectaram-se alguns fatores negativos no percurso: há áreas de desmatamento logo na beira da estrada, não há sinalização de identificação turística durante o percurso, não existem guias para a condução ao atrativo, os chafarizes estão em estado de depredação e abandono e principalmente não existe proteção patrimonial, apenas serviços de capinas e manutenção do calçamento feito pela Prefeitura Municipal de santos Dumont.
A origem predominante dos visitantes é regional e local. O acesso mais utilizado é o rodoviário. Muitas pessoas preferem as caminhadas pelas trilhas que acompanham a Estrada Real.

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