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Mercado de Floricultura prevê faturamento de R$7,2 bilhões

Alessandra Batista 21 de setembro de 2017 4 minutes read
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FLORES DE BARBACENA
Considerado por muitos uma superfluidade, o setor da floricultura está na contramão da crise econômica. Uma prova disso é que o segmento não para de crescer. Foram faturados R$ 5,7 bilhões em 2014, R$ 6,2 bi em 2015, R$ 6,65 bi em 2016 e, para este ano, o mercado prevê arrecadar R$ 7,2 bi, o que equivale a 9% de crescimento.

O presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker, relata que o setor foi abalado pela crise nos últimos 6 anos, contudo, muito tem sido feito para reverter esse quadro. “É um processo contínuo e alguns fatores para driblar a recessão tem sido de suma importância. Buscamos trazer variedades de flores, importamos novidades de outros países e adequamos para a nossa realidade e clima”.

Schoenmaker atribui o crescimento a todo o investimento realizado. “Isso faz com que o setor se destaque. Os produtores estão satisfeitos de um modo geral e com boa perspectiva para os próximos anos. No ano que vem, pretendemos crescer algo em torno de 10 a 11%. Agora, na primavera, o clima melhora e fica favorável para o plantio. É um momento que todos esperamos que impacte de forma significativa na produção”.

Você sabia?

A primavera é apenas no segundo semestre, mas o começo do ano é o período no qual o mercado mais fatura. As principais datas são o Dia das Mães e Dia dos Namorados. O Dia Dos Finados também ganha destaque no faturamento. Atualmente, o Dia Internacional da Mulher também tem tido grande demanda.

A próxima estação promete aquecer a floricultura A Rosa de Ouro, localizada no Centro da capital. “No inverno, a demanda de flor é menor, o frio não é bom para o nosso produto, então ele acaba ficando mais caro e temos que repassar a um preço mais alto para o consumidor. Na primavera isso muda, a produção aumenta e conseguimos baratear”, explica a gerente Michelle Diniz.

Alterar o preço é o que deseja o proprietário da Flora Shopping Mande Flores, localizada no bairro Ouro Preto, Rodrigo Brandão. “Desde 2014 que a gente não consegue mexer no valor dos nossos produtos em função da recessão. Houve uma retração na produção e, com isso, o faturamento da loja estagnou. No entanto, as despesas com água, luz e funcionários continuou subindo”.

Ele acrescenta que o mês de agosto é um dos piores do ano. “Não tem nenhuma data comemorativa e, geralmente, não tem muitos casamentos. Mas aí quando entra setembro, o mercado melhora. A natureza, que é a nossa fábrica, passa a produzir mais. E é nesse momento que pretendo dar uma reaquecida nas vendas”.

Mais vendidas:

“Top” 5 em flores de corte
1) Rosas
2) Alstroemerias
3) Lírios
4) Crisântemos
5) Gipsophilas

“Top” 5 em plantas em vasos

1) Phalenopsis
2) Kalanchoês
3) Anthurium
4) Lírios
5) Begônias

Outros números

O mercado de flores, atualmente, é responsável por 199.100 empregos diretos, dos quais 78.700 (39,53%) relativos à produção, 8.400 (4,22%) à distribuição, 105.500 (53,00%) ao varejo e 6.500 (3,26%) em outras funções, na maior parte como apoio. O consumo anual do produto no Brasil é de R$ 26,50 por habitante, enquanto que, na Europa, isso chega a R$ 150,00.

O Brasil conta com 8.250 produtores e 15 mil hectares de área cultivada. São eles os responsáveis pelo cultivo de mais de 3.500 variedades e de cerca de 350 espécies de flores e de plantas ornamentais. Para comercializar a produção estão cadastradas cerca de 60 centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 19.240 pontos de venda no varejo. Somam-se mais de 30 feiras e exposições de flores realizadas no país, dentre elas, a Festa das Flores em Barbacena/MG, cidade que é considerada a capital mineira das flores.

Natália Macedo

Reprodução autorizada pelo Jornal Edição do Brasil.
Editor responsável Eujácio Antônio da Silva

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