“Seminário Brasil-África” terá debates sobre comércio exterior e investimentos

 O Canal Export Brasil, com apoio da Câmara de Comércio Exterior da Zona da Mata (CECEXZM) e da Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) promovem no próximo dia 20 de março, no Instituto Viana Júnior, em Juiz de Fora, o lançamento do “Seminário Brasil-África”, que será realizado na cidade mineira nos dias 30 e 31 de julho no Trade Hotel.

Segundo Roberto Nóbrega, CEO do Canal Exporta Brasil, “o evento será uma grande oportunidade para as empresas de Juiz de Fora e das demais cidades da Zona da Mata de Minas e dos estados próximos, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, conhecerem o potencial do mercado que mais cresce atualmente no mundo, o continente africano”.

Conhecedor profundo da economia dos países africanos e das relações econômicas, diplomáticas e comerciais do Brasil com as nações daquele continente –e em especial da Nigéria, onde viveu e atuou profissionalmente durante alguns anos- Roberto Nóbrega vem intensificando os contatos junto aos governos, embaixadas, bancos e empresas africanas com o objetivo de atraí-las para participar do evento que tem tudo para ser um grande sucesso e colocar Juiz de Fora no roteiro dos grandes eventos internacionais de comércio exterior, atração de investimentos e internacionalização de empresas realizados no país.

Segundo o executivo, “convites já foram expedidos para dezenas de empresas africanas e brasileiras, assim como bancos de desenvolvimento da África, representações diplomáticas, palestrantes de prestígio internacional, dirigentes de tradings companies que deverão vir a Juiz de Fora para para apresentar aspectos relevantes de uma África moderna, pujante e em fase de crescimento acelerado e sustentável de suas principais economias. O Seminário servirá para apresentar aos brasileiros e aos cidadãos e empresários de Juiz de Fora em especial uma África revigorada, que surgiu em 2019 após a assinatura do maior acordo de livre comércio do mundo, envolvendo todos os 54 países africanos, com uma população de mais de um bilhão de habitantes e que em seu conjunto tem uma corrente de comércio que ultrapassa em muito a cifra astronômica de US$ 1 trilhão”.

Roberto Nóbrega destacou também que “vamos procurar mostrar as inesgotáveis possibilidades de negócios entre empresas brasileiras e africanas nos mais diferentes setores, do agronegócio à indústria de bens de alto valor agregado, passando pela cooperação no setor agrícola, da agricultura familiar, da expertise na internacionalização de empresas à atuação conjunta em terceiros mercados, ao turismo, à atração de investimentos e muitos outros setores. A expectativa é de que durante o Seminário sejam identificadas oportunidades concretas de negócios entre o Brasil e os países da África, contribuindo para a retomada do crescimento das relações entre o Brasil e os países irmãos do continente africano”.

O especialista em comércio e relações com a África disse que “o Seminário vai ser realizado em um contexto no qual o Brasil dá provas concretas de seu interesse em relançar suas relações com a África. Isto ficou claro com a visita realizada pelo chanceler Ernesto Araújo a Cabo Verde, Senegal, Nigéria e Angola, de 8 a 13 de dezembro passado, numa missão em que se discutiu com autoridades locais desses quatro importantes parceiros comerciais do Brasil a implementação de acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. Esse esforço de relançamento das relações com os países africanos deverá ter um novo componente com a visita que o vice-presidente Hamilton Mourão planeja fazer à Nigéria e possivelmente à Costa do Marfim, para participação no CEO Forum África, a ser realizado de 9 a 10 de março em Abidjan. É tendo em vista esse cenário promissor de retomada dos vínculos estreitos de cooperação e comércio com a África que estamos organizando o “Seminário Brasil-África”, que esperamos venha ser um grande sucesso em termos de novos negócios, cooperação, investimentos e networking entre representantes governamentais e de grupos empresariais brasileiros e africanos”.