Tudo o que você precisa saber sobre o Coronavírus – #3 Sintomas, Grupos de Risco e prevenção

– O que é o Coronavírus? –

Coronavírus (CID10) é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto após casos registrados na China e provoca a doença chamada de coronavírus redenominada como COVID-19.

No Google, termos como “coriza” e “espirro” também têm sido mais buscados em associação com a expressão “sintomas do coronavírus” no último mês, o que pode indicar uma confusão também entre a covid-19 e outras síndromes respiratórias brandas como o resfriado e a rinite alérgica.

– Sintomas –

A covid-19 é mais que um tipo de gripe, é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar. De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de cerca de 56 mil pacientes na China, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves como febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia. Em 14% dos casos os sintomas são mais graves como dificuldade em respirar e falta de ar e em 6% dos quadros, os pacientes apresentam quadros críticos com insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte.

Entre os sintomas apresentados pelos pacientes, os mais comuns são a febre (cerca de 88% dos casos), a tosse seca (quase 68%) e a fadiga (38%). A dificuldade de respirar aconteceu em quase 19% dos pacientes, enquanto sintomas como dor de garganta e dor de cabeça atingiram cerca de 13%. Já a diarreia foi um sintoma de apenas 4% das pessoas com o novo coronavírus. Os sintomas digestivos, como diarreia, vômitos e dores abdominais, apareciam com frequência em crianças infectadas pelo coronavírus.

– Incubação e transmissão –

O período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias.

Já a transmissão viral, de uma forma geral, ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas. É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o coronavírus. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.  

As investigações sobre as formas de transmissão ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada. A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

– Grupos de Risco –

Uma vez infectadas, pessoas que pertencem ao grupo de risco têm mais chances de desenvolverem complicações. As taxas de letalidade da covid-19 entre indivíduos com comorbidades (doenças de base) são mais altas do que a média. O novo coronavírus mata, em média, 3,7% das pessoas infectadas em todas as faixas etárias. Mas entre indivíduos acima de 70 anos essa taxa pode chegar a 20%.

Idosos – Pessoas acima de 60 anos são consideradas de risco porque a própria idade já faz com que a capacidade do sistema imunológico de combater infecções seja menor. Na Itália, por exemplo, país que tem uma grande população idosa a taxa de letalidade da covid-19 é maior do que nos demais países: 10,3%.

Doentes crônicos – Algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão também pode agravar a covid-19. O risco maior no caso da diabetes é para pessoas que, por muito tempo, permaneceram ou permanecem com níveis altos de açúcar no sangue: depois de um tempo de evolução, a diabetes causa danos em alguns órgãos ou sistemas do organismo, ser infectado pelo coronavírus poderia causar uma sobrecarga, eventualmente, em algum órgão já comprometido.

A situação é semelhante para indivíduos hipertensos, a hipertensão não controlada, mais severa, causa dano ao coração, dilatação de câmaras, insuficiência cardíaca e mesmo dano renal, fatores que se somam e entram em falência, em uma eventual infecção.

Doenças crônicas pulmonares frequentemente provocam pneumonia, e a covid-19 pode agravar quadros pré-existentes. As mais comuns e graves são enfisema pulmonar e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Mas também entram no grupo de riscos indivíduos com bronquite, incluindo aqueles asmáticos, pois todas essas pessoas têm algum déficit de função pulmonar.

Também já está comprovado que o coronavírus pode evoluir para um quadro chamado miocardite (inflamação do músculo do coração), causada pelo próprio vírus ou fazendo parte de um quadro inflamatório sistêmico, por isso, pessoas que tenham histórico de infarto agudo do miocárdio e outras doenças cardiovasculares precisam ter proteção extra contra o coronavírus. A miocardite pode levar à morte.

O estresse agudo da infecção pelo coronavírus sobrecarrega outros setores do organismo, inclusive o coração. Às vezes tem o pulmão preservado, mas tem uma doença no rim ou no coração e a situação pode se agravar se a pessoa pegar a covid-19.

O organismo de pessoas imunossuprimidas tem menor capacidade de lidar com vírus e bactérias. O mais comum é em pessoas em tratamento contra câncer que fazem quimioterapia e radioterapia. Algumas doenças autoimunes, como o lúpus, exigem medicamentos que diminuem a imunidade do paciente.

Pessoas que fizeram transplante de órgãos também precisam tomar medicamentos imunossupressores — pois diminuem a atividade do sistema imunológico para não haver rejeição do órgão. Com isso, ficam mais vulneráveis em caso de infecção por coronavírus.

Em relação aos pacientes portadores do vírus HIV, o infectologista diz que a principal preocupação é em relação àqueles que não têm controle da carga viral.

Indivíduos com sinusite e rinite, alérgicas ou crônicas, não são considerados como grupo de risco.

– Prevenção –

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

E atualmente a maior prevenção adotadas por diversos países incluindo o Brasil é o confinamento em isolamento social.