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ENTRE MARCHAS E MELODIAS: 77 ANOS DE CULTURA NO AR

Alessandra Batista 17 de agosto de 2025 3 minutes read
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A coluna de hoje é dedicada aos 77 anos da Rádio Cultura e aos 60 anos da Jovem Guarda. E, o que isso tem haver  com veículos antigos? Tudo. Vamos lá. Há informações de que o primeiro veículo equipado com rádio foi um Ford T. O aparelho foi instalado em maio de 1922 pelo americano George Frost.  A notícia se espalhou pela Europa através de um artigo publicado por um jornal alemão no dia 13 de agosto de 1922 e que relatava que carros com rádio eram “a moda mais recente na América”. Tinha até ilustrações de uma instalação de rádio, incluindo um sistema de antena passando pelo para-brisa.

No dia 17 de agosto de 1948 José Pompeu Pereira Freixo inaugurou a Rádio Cultura AM 1580 Khz que se tornaria parte essencial da vida de milhares de pessoas. Em 22 de agosto de 1965, com a estreia do programa de televisão liderado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa na TV Record de São Paulo  surgiu a Jovem Guarda. O movimento impactou a música, a moda e o comportamento da juventude brasileira na época e, o carro era mais do que transporte — era símbolo de liberdade. Os jovens adoravam desfilar com seus veículos, muitas vezes decorados com toques pessoais, ouvindo suas músicas favoritas no rádio AM ou em fitas cassete. O famoso “carro vermelho” virou referência em letras e figurinos. O calhambeque foi um grande sucesso de Roberto Carlos que conta a história de um rapaz que mandou consertar um Cadillac e acabou rodando por aí com um carro velho e surpreendentemente conquista os corações dos “brotos” da cidade.

Carros, rádios automotivos e a Rádio Cultura evoluíram, um reflexo direto das transformações tecnológicas e culturais que marcaram o Brasil ao longo do século XX e XXI. Assim como os carros deixaram de ser apenas meios de transporte para se tornarem verdadeiros centros de tecnologia e conforto, os rádios automotivos passaram por uma revolução impressionante. A Rádio Cultura é uma tradição que se reinventa, um exemplo de como uma emissora pode se manter relevante sem perder sua essência.

Assim como na Jovem Guarda, quem está no carro hoje tem de tudo — música, informação, direção e emoção. Só que agora, com uma conexão perfeita ao alcance de um toque no painel. O volante virou palco, o rádio virou universo, e a estrada continua sendo o lugar onde a liberdade canta alto.
Parabéns Rádio Cultura e Viva a Jovem Guarda.

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