De repente aparece uma “sucata”. Alguém comenta. A notícia corre nos grupos. Fotos são publicadas. Alguém diz: é raro, um verdadeiro achado. Pois é. As histórias seriam inacreditáveis se não fossem registradas as fotos. Já falei aqui na coluna da ferrugem no sangue. Ela sobe a cabeça, atinge os neurônios e se espalha por todos os órgãos de quem sonha com um veículo antigo. Claro, não vamos analisar o aspecto psicológico desta paixão até porque não tem muita explicação. O fato é que “jóias raras” costumam estar esquecidas em garagens ou simplesmente abandonadas no meio de uma mata, porque ficaram velhas. O tempo de uso e a falta de cuidados deixaram marcas. O que se vê? Um veículo surrado, apenas uma carcaça, com ou sem motor, muita ferrugem etc. Os analistas se juntam, divergem em opiniões, arriscam palpites e a segunda parte da notícia corre de novo. Está formado o burburinho. Alguém pergunta quem é o dono? Se ele aparecer pode até querer criar uma dificuldade para negociar diante de “tantos interessados”. Mas, e se já morreu? A dificuldade é ainda maior. Depende do resultado do inventário e quase ninguém dá valor a um veículo velho ocupando espaço na garagem. Tem que vender, doar ou descartar para reciclar, tirar daí vai dizer alguém. Mas, os intrépidos estão alí matutando como retirar o veículo do lugar onde se encontra e para onde levar.
Situações assim podem até provocar desentendimentos em família. Então se você deseja comprar um veículo antigo cuidado! Mas, não se preocupe. Quando a obra de restauração for concluída, sempre será motivo de satisfação. E, por favor, nunca deixe ninguém chamar o seu veículo de velho.
Segue a foto da caixa e suspensão traseira do Fusca do Tio Zé. Um 77 modelo 1300 L que estou restaurando.
Até a próxima.
