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Grupo Zema prevê faturar R$4,5 bilhões em 2017

Alessandra Batista 7 de setembro de 2017 4 minutes read
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ZEMA

Presidente de um dos grupos de maior sucesso no Brasil e com previsão de faturamento de R$ 4,5 bilhões em vendas para 2017, Romeu Zema Neto herdou de seu pai um grande empreendimento e conseguiu transformá-lo em um negócio ainda mais lucrativo.

Romeu conta que a empresa começou com o seu avô, na década 1920, quando ele mudou-se para Araxá, cidade no interior do Estado. O primeiro empreendimento foi um posto de gasolina para suprir o racionamento de combustível da região. E assim começou a história do grupo Zema que, atualmente, possui mais de 700 lojas espalhadas por municípios do interior de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santos, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Edição do Brasil conversou com Romeu Zema Neto, o terceiro da geração da família que comanda a empresa de mesmo nome.

Como foi o início do negócio da família?
O desenvolvimento da companhia começou na gestão do meu pai, que tem visão empresarial e eu dei continuidade. Existe uma grande responsabilidade, porque enquanto criança sempre fui o filho do Ricardo e, hoje, ele é o pai do Romeu.

A empresa passou por vários momentos de crise, como o Brasil. Como vocês conseguiram contornar isso?
A empresa foi fundada em 1923, passou pela recessão de 1929 – a maior crise econômica do mundo -, segunda guerra mundial, além de todos esses problemas pelos quais o país já viveu. Eu diria que é uma questão de garra, trabalho duro e ser conservador, pois o Brasil é muito instável e ter essa característica é imprescindível.

Durante a história do Grupo Zema houve um momento em que os negócios eram bem diversificados. Nos anos 2000, vocês focaram apenas em três ramos. Isso foi fundamental para o cenário atual?
Foi. Os negócios vivem ciclos e durante a década de 1970 e início de 1980, muitas empresas diversificaram. Por exemplo, o Bradesco tinha fazenda e a Volkswagen fazia atividade florestal. Eles tinham uma forma de variar o capital que era viável na época, porque o Brasil era um país muito fechado, não precisava ser tão especialista naquilo que se fazia e meu pai aproveitou a onda. Durante os anos 1990 vimos que tínhamos de ficar bons em poucas coisas e foi isso o que fizemos. Hoje, temos duas atividades – distribuição de combustível e as lojas de eletrodomésticos – que correspondem a 98% do faturamento.

Há um caminho a ser trilhado para quem quer ter sucesso em seu empreendimento?
Eu sempre fui da seguinte linha: temos que aproveitar as oportunidades ao máximo. Então quando eu era estudante, fiz a melhor faculdade e, dentro dela, fui um dos melhores alunos. Além disso, por ter convivido com o meu pai, ele me inspirou bastante. E é lógico que não posso deixar de fora a nossa equipe, pois temos pessoas muito comprometidas. Fora isso, estamos abertos a coisas novas, pois não nos consideramos os donos da verdade, afinal, o mundo está sempre mudando e o que deu certo no passado pode não ser o correto hoje. É por isso que o empresário deve ser flexível e manter a mente aberta.

Quais são as diferenças de se empreender no interior?
No interior, se conhece todo mundo, é aquele tipo de relacionamento no qual você vai até a casa da pessoa tomar um café. Eu sou acostumado e me identifico com isso. Nas nossas lojas, o cliente recebe um atendimento mais próximo dos nossos colaboradores que, na maioria das vezes, o conhece, porque ele volta todos os meses para pagar o carnê e comprar novamente. Quando adquiri-se algo aqui em BH, ninguém conhece o cliente e quando ele volta, não vai ser lembrado pelos vendedores.

Existe o plano de expandir as lojas para as regiões metropolitanas e capitais?
Não. Ainda há muitas cidades no interior que são carentes desse tipo de serviço e nós somos especializados nisso. É igual um médico cardiologista: se há pacientes para operar, por que trocar de especialidade? Então, não há nenhuma possibilidade, por hora, de começar algo que não conhecemos.

Loraynne Araujo

Reprodução autorizada pelo Jornal Edição do Brasil.

Editor responsável Eujácio Antônio da Silva

Sérgio Rodrigues – Jornalista

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