Servidores municipais de Santos Dumont realizam paralisação geral e sinalizam indicativo de greve
O funcionalismo público municipal de Santos Dumont realizou uma nova paralisação geral na última terça-feira, dia 2. Uma anterior aconteceu na semana anterior em 28 de maio. Organizada pelo Sindicato dos Professores, Servidores e Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Santos Dumont (SPSFPPMSD), a mobilização ganhou força com a adesão de trabalhadores de diversas áreas e o apoio de entidades regionais, como o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (SINSERPU-JF).
Durante a paralização, foi realizada uma manifestação pacífica em frente à Prefeitura que depois seguiu em passeata pelas principais ruas do centro da cidade até à Câmara Municipal. De acordo com a presidente do sindicato Viviani Ambrósia da Silva, os servidores querem uma resposta diante da falta de diálogo com o prefeito Pacífico Júnior.
O que a categoria reivindica?
Os servidores aprovaram por unanimidade uma pauta de reivindicações que abrange perdas inflacionárias, melhorias em benefícios e a cobrança por direitos atrasados. As principais exigências levadas ao Executivo são:
- Reajuste salarial linear: Pedido de aumento de 6,79% para todos os servidores municipais, incluindo os profissionais da enfermagem.
- Valorização da educação: Reajuste específico de 5,4% para os profissionais da educação, além do pagamento dos valores retroativos.
- Benefícios: Atualização nos valores do tíquete-alimentação e quitação dos retroativos referentes ao quinquênio.
- Concurso Público: Cobrança pela realização de um novo concurso público para suprir o déficit de pessoal e reduzir o número de contratos temporários.
“Nossa luta é por valorização, respeito e direitos. Nenhuma conquista vem sem união e mobilização”, destacou Viviani Ambrósio, presidenta do sindicato local (SPSFPPMSD), ao convocar servidores efetivos e contratados de todas as pastas a aderirem ao movimento.
Câmara é acionada para mediar o impasse
Diante da falta de abertura de canais de negociação diretos por parte do gabinete do prefeito Pacífico Júnior, o sindicato decidiu acionar o Poder Legislativo como mediador do conflito.
A presidência do SPSFPPMSD protocolou oficialmente um pedido junto à Câmara Municipal para que os vereadores constituam uma comissão parlamentar especial. O objetivo dessa comissão será intermediar e abrir, de forma efetiva, o diálogo entre o Executivo e o funcionalismo.
A categoria agora aguarda o agendamento de uma reunião oficial com a participação dos parlamentares e representantes da prefeitura para tentar resolver o impasse. Caso as negociações não avancem e as reivindicações continuem sem resposta, os servidores mantêm o indicativo de greve por tempo indeterminado.
