Foto: divulgação/Internet
No final de agosto tivemos o Encontro do Automóvel Antigo em Juiz de Fora. Encontros de automóveis antigos ganham um brilho especial quando os olhares atentos e curiosos percorrem cada detalhe do veículo, quando perguntas são feitas aos donos, quando motores originais roncam. São eventos que celebram a memória sobre rodas, onde cada veículo é uma cápsula do tempo, restaurada com carinho e exibida com orgulho. Mas e se existisse um lugar onde esse encontro não fosse ocasional, mas cotidiano?
Cuba é esse lugar.
Nas ruas de Havana, capital do país, o desfile de clássicos Chevrolets Bel Air, Cadillacs, Pontiacs, Buicks, Impalas, Lincoln Continental, Ford Thunderbird e outros, não é uma exposição temporária — é o transporte diário. Desde o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos em 1960, os cubanos mantêm viva uma frota de carros americanos dos anos 1950 com uma engenhosidade mecânica que beira o artesanal. Peças improvisadas, motores adaptados e pintura vibrante transformam esses veículos em símbolos da resistência cultural e econômica da ilha. Não há como retratar o tempo da evolução do automóvel e a realidade das ruas de Cuba em 2025. Mas a prova da durabilidade está lá.
Enquanto os encontros de carros antigos no Brasil e em outros países são celebrações nostálgicas, em Cuba, a nostalgia é rotina. Os clássicos não estão apenas estacionados em garagens de colecionadores — eles circulam, trabalham, vivem. E talvez seja essa a maior diferença: nos encontros, os carros contam histórias; em Cuba, eles ainda as escrevem.
Em tempos de algoritmos e tendências digitais, uma busca rápida no YouTube revela algo surpreendente: Havana, capital de Cuba, é uma das poucas cidades do mundo onde o passado ainda circula pelas ruas — literalmente. Vale a pena conferir.
Até a próxima.
